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quinta-feira, 7 de abril de 2016

Entrevista David Katz



Por que você decidiu investir estes anos de sua vida no Plastic Bank? Em outras palavras, por que você faz o que você faz ?
Eu não acho que eu decidi,achei necessário. Lembro do dia em que eu disse "alguém deveria fazer algo sobre isso", e naquele momento percebi que esse alguém precisava ser eu mesmo... a pessoa que poderia mudar o mundo. Plastic Bank é um modo de vida, é uma forma de viver.

Como você explicaria o que você está fazendo para os seus filhos, David?
Meus filhos ficam tão inspirados por mim, eles estão tão orgulhosos do meu trabalho. Eles pensam que têm um pai muito famoso (risos) e é muito bom! Eles sabem que estamos ajudando as pessoas sairem da pobreza e evitando que os plásticos acabem nos oceanos, para eles isso é o suficiente. Eles não precisam saber como, eles sabem o porquê. Eles pagam um preço de não ter um pai em casa, mas sabem que é importante e estão dispostos a pagar o preço.

E o preço que você paga estar longe deles às vezes?
É um grande preço ... mas eles sabem que eu estou fazendo isso por todos, eles sabem que eu estou fazendo isso pelos filhos dos outros, para que seus filhos possam se orgulhar de seus pais.

Como você me explicou antes, em 2050, haverá mais plástico do que peixes no oceano. Você acha que nós podemos pará-lo? Como? O que precisa mudar?
Temos que fechar a torneira, mas nós não ouvirmos o chamado. Muitas pessoas dizem para si mesmas "alguém tem que fazer algo sobre isso", mas poucas pessoas falam "eu faço". Isso é o que tem que mudar. Temos que iluminar o espírito da pessoa para que percebam que eles são os únicos que podem fazê-lo.
Há muitas pessoas que pensam sobre os problemas do mundo, mas precisamos de mais pessoas dispostas a agir para mudar o mundo, que pensem em soluções. Precisamos de mais pessoas pensando soluções. ("solution minded")

E como Plastic Bank vai ajudar a fazer isso acontecer?
Nos juntamos, nós unimos as pessoas, criamos a economia circular do material plástico, para reconstruir o valor que o indivíduo tem, que a marca tem, que o plástico tem, que o catador tem ... que a comunidade tem. Nós possibilitamos que todos se reúnam para fazer a mudança. Muitas mãos tornam o trabalho mais fácil.

Plastico Social é um conceito que é atraente, mas qual é o valor acrescentado que tem? Por um lado, para as marcas, e por outro para a sociedade?
Bem, não se esqueça que esta é uma solução de negócios e que o que nós estamos criando o engajamento das marcas. Temos de nos concentrar nelas para o negócio, porque foram os negócios que nos trouxeram até aqui. Então, nós temos que mudar a forma como nós estávamos pensando nos negócios, porque foi o consumismo, foi o desejo de todos de ter cada vez mais, que nos levou a um ponto onde os oceanos estão poluídos, onde milhões de animais estão morrendo a cada ano. Então, precisamos criar uma solução de negócios para resolver o problema também.
Não podemos apenas esperar que as pessoas deixem de usar plástico e ser altruísta e pensar "Oh, não, pare de usar plástico!", isso nunca vai acontecer. Temos que tornar mais fácil para as pessoas a fazerem uma mudança, e isso é Plastico Social.
Plastico Social, de certa forma, permite que a marca se identificar com o consumidor, e isso começa com a gente. É quando você, e eu, e seus amigos dizem "Não, eu vou só comprar material que veio do oceano, eu só vou comprar material que faça o bem para o mundo". Precisamos ser conscientes das nossas decisões, e os impactos delas.

As marcas estão interessadas no Plastico Social?
Eles estão muito interessados, isso é a parte mais emocionante. Eles escutam o consumidor, eles sabem o que o consumidor quer. Estamos onde estamos hoje, porque o consumidor tem exigido, porque alguém disse "Eu quero sabão mais barato", "Eu quero uma água mais conveniente" ... Assim, as empresas foram, e forneceram aos consumidores. Mas isso mudou, agora nós estamos dizendo "Não, eu quero um produto mais sustentável", "Não, eu quero um produto que faz bem do mundo". E quanto mais formos, mais pedirmos, mais envolvermos o resto da nossa comunidade, nossas famílias e nossos amigos, mais rápido vai acontecer esta mudança.

Certo. Mas este consumidores que estamos falando, são os de países desenvolvidos, os de mercados mais desenvolvidos. Como é o Plastic Bank vai mudar a vida das pessoas das comunidades mais vulneráveis que não são consumidores destas marcas?
Essa é a parte bonita certo? A parte bonita é que você não pode convencer alguém contra a sua vontade. Quando uma pessoa não tem comida suficiente, seus filhos não estão na escola, não tem remédio e seu filho está em casa doente, então você não se preocupam com o plástico no oceano.
Mas se você pode olhar para o material e dizer: "Oh, há dinheiro nesse material para mim. E se eu  pegá-lo, então eu posso colocar meu filho na escola, consigo os remédios para meu filho doente, isso me dá esperança ". Então isto é diferente. Eu não quero que eles façam isso para o planeta, eu quero que eles façam isso por si mesmos.

Se não estou errado, o plástico tem ainda mais valor do que o aço. Porque não percebemos isso?
Certo! O quilo do plástico é 10 vezes o valor do aço, e o aço é um dos materiais mais reciclados deste mundo. Quando olhamos para ele, um pequeno bloco de aço é 50 kg, mas 50 kg de plástico precisão de um grande espaço, e isso é parte do desafio, mas isso não diminui o valor, o valor ainda está lá.

Última pergunta David, Quando você estaria pronto para deixar Plastic Bank ir?
(Silêncio) Você nunca quer deixar seus filhos irem. Eles se tornam adultos por conta própria, o meu papel é prepará-los para isso. Mas eu nunca vou deixá-lo ir.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Prefeitura de São Paulo apresenta plano para ampliar coleta seletiva em 1.000 toneladas/dia



Programa prevê a instalação de quatro centrais automatizadas de materiais recicláveis até 2016, que irão aumentar a capacidade de seleção das atuais 249 toneladas/dia para 1.249 toneladas/dia.


A Prefeitura Municipal de São Paulo apresentou nesta segunda-feira (20/5) um programa para ampliar a coleta seletiva e a reciclagem de materiais, das atuais 249 toneladas/dia para 1.249 toneladas/dia até o final da gestão. Apresentado pelo presidente da Autoridade Municipal de Limpeza Urbana – AMLURB, Silvano Silvério, o plano prevê a instalação de quatro centrais automática de triagem de materiais, com capacidade unitária de processar 250 toneladas diárias.
As centrais automatizadas terão eletroímãs e separadores óticos de materiais, entre outras novidades tecnológicas que irão reduzir a necessidade de mão de obra.
Pelo cronograma anunciado, as duas primeiras centrais – que serão instaladas em Santo Amaro e na Ponte Pequena – deverão estar funcionando em junho de 2014. Sem locais definidos ainda, as outras duas deverão ficar prontas até dezembro de 2016.
De acordo com o secretário municipal de Serviços, Simão Pedro, o programa permitirá que a coleta seletiva e a reciclagem na cidade sejam ampliadas de 1,8% (atual) para 10% de todos os materiais coletados. O objeito está incluído no Programa de Metas da Prefeitura (objetivo 15).
“Em médio prazo, a coleta seletiva irá atingir todos os distritos da cidade”, disse ele, lembrando que, atualmente, 75 dos 96 distritos de São Paulo são atendidos parcialmente pelo serviço. A instalação das quatro centrais de triagem de materiais recicláveis e a ampliação da coleta seletiva para todos os distritos da cidade também integram o Plano de Metas 2013/2016 (metas 71 e 72).
No evento de lançamento, o prefeito Fernando Haddad assinou as ordens de serviço para dar início aos projetos das duas primeiras centrais, que exigirão investimentos de R$ 20,2 milhões cada.  
Catadores preocupados com postos de trabalho
Algumas lideranças de catadores presentes ao evento mostraram preocupação com a possibilidade de as centrais automatizadas não resultarem em postos de trabalho para as pessoas que já atuam na área. “Nada mudou com a atual gestão”, lamentou Sérgio Bispo, da Cooperativa de Catadores da Baixada do Glicério. Segundo ele, a Prefeitura não se reuniu com a categoria para discutir o plano.     
Para Eduardo Ferreira de Paula, da Articulação do Comitê da Cidade dos Catadores de Materiais Recicláveis, não era isso que os catadores esperavam. “Cada central automatizada precisará de apenas 60 catadores para trabalhar”, registrou. Na avaliação de Paula, a Prefeitura deveria utilizar os recursos para investir nas cooperativas e na qualificação profissional dos catadores.   
Por outro lado, Roberto Laureano da Rocha, da Coordenação Nacional do Movimento dos Catadores de Materiais Recicláveis, se declarou “entusiasmado” com o plano anunciado. “Meu entusiasmo, em primeiro lugar, é pelo fato de a Prefeitura de São Paulo não estar optando pela incineração do lixo e sim pela reciclagem”, ponderou.
Ele também disse acreditar que os catadores terão participação ativa na implementação do programa. “A velocidade da Prefeitura foi maior que o movimento e faltou informação”, reconheceu. O líder dos catadores avalia que será necessário fazer as informações chegarem a todos os trabalhadores do setor. “Vamos fazer uma assembleia ou um encontro, para explicar melhor o programa”, anunciou.

Questionado sobre o assunto, o prefeito Fernando Haddad argumentou que o programa irá contemplar os catadores. “Nenhum catador será excluído”, garantiu.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Observatório da Reciclagem Inclusiva e Solidária prepara ações contra a incineração


Em sua 9ª reunião, ORIS agenda DEBATE PÚBLICO
O Observatório da Reciclagem Inclusiva e Solidária (ORIS) – que reúne catadores, especialistas e técnicos ligados a área da pesquisa, às universidades, às associações e cooperativas, às organizações não governamentais (Ongs) defensoras das causas ambientais e do desenvolvimento sustentável e ao Movimento Nacional de Catadores de Resíduos (MNCR) – realizou, no dia 01 de novembro, sua 9ª reunião do ano. Na ocasião foi feito um balanço das atividades em que os integrantes do ORIS participaram ao longo de 2012.
NÃO À INCINERAÇÃO
Ponto dominante na pauta do encontro, os integrantes do ORIS manifestaram a necessidade de definição de uma agenda mobilizadora, com iniciativa das instituições que compõem o Observatório, com posição contrária à incineração. Na avaliação dos participantes, o tema precisa mobilizar a sociedade, pautar a imprensa e incidir na agenda política. Luciano Marcos, Diretor do Instituto Nenuca de Desenvolvimento Sustentável (INSEA), avalia como complexo o cenário. “Vivemos um crescimento empresarial sobre a coleta de resíduos somada ao favorecimento do tema das Parcerias Público Privadas – PPPs serem puxados sem nenhuma participação efetiva”, ponderou Luciano.
A preocupação com os avanços de políticas que incentivam a incineração fez com que a Diretoria do Instituto Sustentar, Jacqueline Rutkowski, manifestasse uma posição veemente de defesa da coleta solidária. “O Brasil tem uma tecnologia toda nossa – solidária, eficiente e de baixo custo”, pontuou. Em sua análise sobre o contexto dos interesses internacionais incineradores e o histórico construído pelos catadores brasileiros, Jacqueline ponderou que estamos diante de disputas no patamar das tecnologias. Com posição ecológica em benefício do planeta e inclusivo na geração de renda e cidadania, ela afirma que “sociedade, gestores, academia e catadores precisam ser mais incisivos na defesa do nosso modelo de coleta de resíduos.”
O QUE É INCINERAÇÃO
A incineração é a queima dos residuos (lixo). Ela gera prejuízos humanos, ambientais, sociais e econômicos.
O contrário desta prática é a coleta seletiva solidária, que gera inclusão pelo emprego e renda aos catadores, contribui a não agressão ao meio ambiente com a reutilização inteligente e ecológica dos descartes – tendo sua prática focada na sustentabilidade do planeta.
DEBATE PÚBLICO INCINERAÇÃO
Em articulação com a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), através da Comissão de Participação Popular, o Observatório de Reciclagem Inclusiva e Solidária (ORIS) promoverá o Debate Público sobre Incineração. A atividade está prevista para o dia 20 de novembro na ALMG. Em breve, postaremos informações sobre o Debate Público aqui.
CONHEÇA NOSSO TRABALHO
Instituto Nenuca de Desenvolvimento Sustentável – INSEA
Rua Minduri, 492
Bairro Santa Inês
Belo Horizonte – MG
CEP.:31080.770
Site: www.insea.org.br
E-mail: insea@insea.org.br
Telefone/ Fax : (31) 3295.7270
(*) Matéria produzida por Antônio Coquito, jornalista profissional e assessor de comunicação do INSEA

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Santa Cruz do Sul (RS) assinou contrato de prestação de serviço com organização de catadores



Representantes da Coomcat participaram do ato de assinatura 
Foto: Santa Cruz do Sul/Larissa Moritzen

Nesta segunda feira (10/12/2012), a cooperativa COOMCAT e a prefeitura de Santa Cruz do Sul(RS), assinaram um contrato de prestação de serviços, onde a cooperativa receberá remuneração pela prestação de serviço de coleta seletiva.
Parabéns para a prefeitura, que criou coragem para dar uma passo tão importante na gestão dos resíduos sólidos municipais, e parabéns também aos catadores que tanto lutaram para conseguir esta conquista.
Vamos todos torcer para o sucesso desta iniciativa e que ela sirva de modelo para outras prefeituras no âmbito nacional que ainda não fazem uso da nova Política Nacional de Saneamento Básico 11445/2010, que prevê a contratação das organizações de catadores com a dispensa de licitação.

Catadores querem inclusão na cadeia de materiais recicláveis durante Copa do Mundo


01/12/2012
São Paulo – A gestão de resíduos sólidos nos grandes eventos, inclusive a Copa do Mundo de 2014, é uma das principais expectativas de catadores de materiais recicláveis de todo o país. O tema foi debatido desta semana durante os três dias da Expoctadores, evento que reuniu em São Paulo centenas de catadores, além de empresas, gestores públicos e organizações da sociedade civil dedicadas ao tema da sustentabilidade.
“Nossa preocupação é que as embalagens e todos os descartáveis produzidos durante a Copa possam ser mais sustentáveis, contribuindo assim para a diminuição de resíduos para o meio ambiente”, afirmou à RBA Roberto Laureano da Rocha, membro da coordenação do Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR). “Também buscamos nossa inserção na prestação desse serviço de recolha desses materiais, para destiná-lo de forma correta, impedindo que sejam encaminhados aos aterros sanitários ou lixões.”
Além de fonte de materiais reutilizáveis – e de renda para os catadores –, a Copa do Mundo também é vista como oportunidade para alavancar a reciclagem no Brasil, inclusive de um produto que não costuma figurar entre os campeões da coleta seletiva: o óleo vegetal. De acordo com um estudo realizado pelo Instituto Ibope por encomenda da organização ambientalista WWF, apenas 21% dos brasileiros atendidos pelo serviço se lembra de separar o óleo e enviá-lo para a reciclagem.
Vitrine
Segundo o especialista em reutilização de resíduos Vinícius Scaramel, nem mesmo os trabalhadores do setor têm consciência de que o óleo vegetal pode ser reciclado. “Normalmente, quando encontra uma garrafa plástica cheia de óleo na rua, o catador acaba esvaziando seu conteúdo pra ficar apenas com a PET”, conta, “muitas vezes sem saber que o litro de óleo vale mais do que o quilo do plástico nos postos de reciclagem.”
Mas não se trata apenas de dinheiro. Scaramel lembra que apenas um litro de óleo vegetal – aquele que jogamos na pia depois de fritar a mistura do almoço – é capaz de poluir até 25 mil litros de água. “O Brasil consome 1,6 bilhão e descarta 1,4 bilhão de litros de óleo por ano”, sustenta, com base em levantamento realizado pela Casa Civil da Presidência da República. “Apenas 160 milhões de litros são reciclados” – em parte graças ao trabalho de catadores que já despertaram para a questão.
Scaramel representa um projeto chamado Bioplanet, que conta com apoio de instituições governamentais e empresariais, além de organizações de catadores, para atingir a meta de produzir no país 25 milhões de litros de biodiesel a partir de óleo vegetal reciclado até 2014. “A Copa será a vitrine para mostrar nosso trabalho”, propõe. Daí a ideia de colocar ônibus movidos com biodiesel reciclado para transportar os jogadores da Seleção até o estádio nos dias de jogos, quando há ampla cobertura da mídia mundial.
Transparência
A Copa do Mundo também é mote para o trabalho que o Instituto Ethos veio apresentar na Expocatadores. A entidade trabalha pela responsabilidade social das empresas e pela transparência da gestão governamental. E é transparência que a iniciativa “Jogos limpos dentro e fora dos estádios” pretende espraiar pela gestão das obras que estão sendo realizadas nas 12 cidades brasileiras que sediarão as partidas do principal torneio de futebol do planeta. “Queremos empoderar a sociedade para exercer o controle social, garantir a transparência na administração dos recursos e viabilizar melhores políticas públicas”, explica Felipe Saboya, que coordena o projeto pelo Instituto Ethos.
Talvez o maior objetivo da transparência seja evitar a corrupção. Por isso, o “Jogos limpos dentro e fora dos estádios” está firmando acordos com empresas líderes dos setores hospitalar, construção civil, energia e transporte para que primem pela integridade – sobretudo quando forem assinar contratos com o poder público. Outra estratégia é a elaboração de indicadores de transparência, que vão classificar periodicamente as cidades-sede de acordo com a rapidez, qualidade e quantidade de informação sobre a Copa que suas prefeituras disponibilizam à sociedade.
O ranking se apoia sobre a Lei de Acesso à Informação, que passou a vigorar em todo o país no último 16 de maio, e determina que todas as instituições públicas e governamentais devem prestar informações requeridas por quem quer que seja em no máximo 20 dias. Os primeiros resultados já saíram. “As cidades-sede mais transparentes até agora foram Belo Horizonte (MG) e Porto Alegre (RS)”, informa Saboya, destacando que ainda assim estão longe do ideial. “As demais capitais possuem todas nível muito baixo de transparência.”

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Catadores se preparam para a exportação de sucatas

No dia 23 de novembro de 2012, representantes do Movimento Nacional dos Catadores (MNCR) realizaram visita técnica a empresas de comércio de sucatas para aprender como organizar a produção de sucata das cooperativas para exportação.
O ponto alto da visita foi a empresa RFR Com. e Reciclagem Metais Ltda, que se comprometeu em apoiar os catadores nesse processo. Na empresa, eles conhecerem um equipamento chamado Shredder, que mói e descontamina a sucata ferrosa, preparando-a para a exportação (fotos abaixo).

(Foto: Cicla Brasil)

(Foto: Cicla Brasil)

A visita foi promovida pelo Sindicato das Empresas de Sucata Ferro e Aço, Instituto Nacional das Empresas de Sucata de Ferro e Aço e Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Fornecedores de sucata tentam evitar criação de taxa para exportação


ComexLinks | @comexblog
As empresas brasileiras de sucata de aço se reúnem hoje, em Brasília, com representantes do governo, para manifestar sua oposição a uma eventual taxação de suas exportações. O pedido para que houvesse uma tarifa sobre a exportação sucata brasileira foi feito pelo Instituto Aço Brasil (IABr), que representa as companhias siderúrgicas, segundo o Instituto Nacional das Empresas de Sucata de Ferro e Aço (Inesfa).
A sugestão do IABr ao governo brasileiro foi a adoção de uma taxação – ou outro tipo de restrição – às exportações brasileiras de sucata quando os países de destino tiverem medidas semelhantes para o Brasil, de acordo com o Inesfa. No entanto, as companhias de sucata afirmam que a medida prejudicaria o setor.
A consequência natural seria a redução das exportações, já que ficariam menos rentáveis com uma taxa adicional. Com isso, a tendência é de aumento da oferta no mercado doméstico e de queda dos preços. “Se o valor cair por meio de um artifício tarifário, é natural que vejamos um desestímulo aos catadores, separadores e processadores da sucata de aço no Brasil,” afirma André de Almeida, diretor jurídico do Inesfa. Ele diz que as três categorias foram prejudicadas com a falta de demanda após a crise de 2008, buscaram clientes no exterior. “Eles devem ter o direito de vender para quem oferecer ao melhor preço,” acrescenta.
Apesar de o volume de sucata de aço exportada no Brasil ser pequeno – cerca de 2,5% da produção, principalmente para a Índia e Paquistão -, tem um efeito importante na formação de preços, já que as cotações internas tendem a ser equivalentes às externas, diz o diretor do Inesfa.
Na visão das companhias de sucata, a tarifação das exportações não estaria alinhada com a política industrial brasileira, uma vez que o governo brasileiro costuma defender justamente o oposto: incentivar exportações. “Somente se tarifa exportação quando existe um objetivo político”, diz Almeida, acrescentando que uma medida neste sentido deve gerar benefícios para as grandes empresas de siderurgia brasileiras.
Segundo o Inesfa, o IABr, que representa essas companhias, informou no início deste semestre que formalizou um pleito à secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Tatiana Prazeres, para que o governo brasileiro adote medida de reciprocidade com os países que instituíram restrições as suas exportações de sucata de aço.
Procurado, o IABr afirmou que seu porta voz não tinha disponibilidade para falar sobre o tema até o fechamento desta edição. Segundo a Câmara dos Deputados, onde será a audiência, participarão Cristina Yuan, diretora de Assuntos Institucionais e Sustentabilidade do IABr, e Tólio Edeo Ribeiro, coordenador de Indústrias Intensivas em Recursos Naturais do MDIC.
Por Olívia Alonso | De São Paulo
Valor Econômico - 06 de novembro de 2012

terça-feira, 11 de setembro de 2012

O lixo virou um negócio de 20 bilhões de reais



O lixo — quem diria? — virou um grande negócio no Brasil. Diante de um mercado de 20 bilhões de reais, empresários se unem a banqueiros para investir no setor

Samantha Lima e Ana Luiza Herzog, de Kiko Ferrite/EXAME.com

Wilson Quintella Júnior, da Estre: parceria com o BTG, de André Esteves, para adquirir uma empresa concorrente e conseguir dobrar de tamanho em 2011
São Paulo - Em uma entrevista recente gravada em vídeo pela revista americana de negócios Fortune, o executivo David Steiner soltou a seguinte previsão: daqui a dez anos, será possível extrair tanta riqueza do lixo que as empresas do setor poderão fazer sua coleta de graça, sem que nenhum governo tenha de pagar pelo serviço.
Ao ouvir a declaração, o interlocutor de Steiner esboçou um sorrisinho de deboche, mas não retrucou. David Steiner ainda está em posição de receber crédito por suas palavras, por mais que elas soem como delírio. Há sete anos ele é o presidente da Waste Management, a maior empresa de lixo dos Estados Unidos e uma das maiores do mundo.
Sob sua gestão estão 273 aterros sanitários, 17 usinas de geração de energia por meio da incineração do lixo e 119 operações de conversão do gás metano dos aterros em energia. A Waste Management ainda opera 91 estações de reciclagem de lixo comum e 34 de processamento de lixo orgânico.
Com isso, fatura cerca de 12 bilhões de dólares por ano. Hoje, não há nada no Brasil que se pareça com isso — nem em tamanho de receita nem em modelo. Mas, para alguns empresários e investidores, a Waste Management já é uma referência num negócio por muito tempo negligenciado.
Segundo estimativas, o mercado de lixo, hoje tremendamente pulverizado, movimenta quase 20 bilhões de reais por ano no país. Um dos que acompanham com entusiasmo odesempenho da Waste Management e sonham em fazer algo parecido é o paulista Wilson Quintella Júnior, de 54 anos — o homem à frente da Estre.
A empresa nasceu há 11 anos com a construção de um aterro sanitário no município de Paulínia, no interior de São Paulo — na época, Quintella deixou um emprego na GP Investimentos para se dedicar ao novo negócio.
De lá para cá, ampliou seus domínios e hoje opera dez aterros, que atendem centenas de clientes públicos e privados e estão localizados nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná e em Bogotá, na ColÃ?mbia, e Buenos Aires, na Argentina. Outros dois deverão ser inaugurados nos próximos meses — na cidade paulista de Piratininga e em Aracaju.
Em março deste ano, Quintella fez uma manobra ousada: com a ajuda do BTG Pactual, de André Esteves, atropelou um fundo de private equity que vinha já há algum tempo negociando a empresa de coleta de lixo urbano Cavo, do grupo Camargo Corrêa, e a comprou por 610 milhões de reais. A aquisição da Cavo fará com que o faturamento da Estre, previsto para alcançar 640 milhões de reais em 2011, dobre. 
Com os negócios da Estre nessa toada, não é de admirar que, numa palestra recente dada em São Paulo para convidados do Bank of America Merrill Lynch, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenha feito menção a Quintella, presente na plateia, dizendo que ele “está rindo de orelha a orelha com o lixo”.
O que faz Quintella sorrir não é tanto o que ele já conseguiu construir, mas o potencial que vê pela frente. Ainda hoje a coleta atinge apenas 88% do lixo gerado no Brasil.
E, desse volume, 42% ainda são destinados aos lixões. No ano passado, depois de quase 20 anos tramitando no Congresso Nacional, a lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos foi finalmente aprovada.
Com ela, foi determinado que 2014 será a data-limite para que todos os municípios do país fechem seus lixões. As prefeituras também terão de estabelecer programas de gestão do lixo que permitam separar os resíduos — aquilo que pode ser reaproveitado — dos rejeitos — material que realmente merece ir para os aterros.
Além disso, a lei deixa claro que a indústria e os consumidores têm deveres a cumprir em relação aos resíduos que geram. Mas isso é o que está no papel. “Há ainda muitos questionamentos sobre como todas essas premissas vão funcionar na prática”, diz Fabricio Soler, advogado especializado em meio ambiente do escritório Felsberg e Associados, de São Paulo. E se vão funcionar.
Consórcio de resíduos
No passado, muito dinheiro público foi distribuído a pequenos municípios para que eles construíssem aterros. O baixo volume de resíduos, associado ao custo e à complexidade de operação do empreendimento, fez com que a maioria se transformasse em lixões.

O desafio agora está em fazer com que os municípios trabalhem juntos, de modo a criar uma espécie de “consórcio” para administrar seu lixo. Os diferentes setores da indústria também terão de se mexer e apresentar ao governo propostas sobre como vão fazer a logística reversa de seus produtos.
Pela lei, as indústrias são responsáveis por dar uma destinação correta a seus produtos descartados pelo consumidor. Até agora, segundo especialistas, as discussões setoriais têm sido mais acaloradas do que produtivas.
Independentemente desse cenário ainda nebuloso, muitas empresas ligadas ao negócio do lixo já estão se movendo para aproveitar as oportunidades de negócios decorrentes dessas mudanças.
“Esse setor vai explodir no Brasil nesta década. Sobrarão os que estiverem muito preparados”, diz o grego Antonis Mavropoulos, diretor da Associação Internacional de Resíduos Sólidos.
Por enquanto, a Estre é vista como uma das candidatas a liderar essa consolidação. Sua maior concorrente nesse processo é a Haztec, com sede no Rio de Janeiro.
Até ser comprada pelo paulista Paulo Tupinambá e mais dois sócios, em 2003, a Haztec era uma consultoria ambiental que faturava 7 milhões de reais por ano prestando serviços como o de descontaminação de solos.
Desde então, a empresa cresceu um bocado. O fundo Infrabrasil — dos fundos de pensão Petros (da Petrobras) e Funcef (da Caixa EconÃ?mica Federal), gerido pelo Santander — injetou 200 milhões de reais na empresa entre 2007 e 2010 e hoje tem uma participação de 50%.
Em 2008 foi a vez do fundo de private equity do Bradesco investir 160 milhões de reais para ficar com uma fatia de 28% da Haztec. Há um mês, a empresa recebeu grau de investimento — ou seja, representa baixo risco de calote para seus credores — pela agência de classificação de risco Fitch Ratings
A previsão é que a companhia encerre 2011 com faturamento de 700 milhões de reais, a maior parte desse dinheiro oriunda da gestão de quatro aterros sanitários públicos nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco. Recentemente, a Haztec começou a operar sua quinta unidade, o aterro de Seropédica, na região metropolitana do Rio de Janeiro.
O local é emblemático da mudança da administração dos negócios do lixo no país. Isso porque ele substituirá, até 2012, Jardim Gramacho — misto de aterro e de lixão que por décadas manchou a imagem do Rio de Janeiro e foi cenário de Lixo Extraordinário, documentário sobre o trabalho do artista plástico brasileiro Vik Muniz com catadores de material reciclável e que concorreu ao Oscar deste ano.
Além dos aterros, a empresa também ganha com outros negócios. Em janeiro, a Haztec comprou a Biogás, empresa que usa o metano resultante da decomposição do lixo de dois aterros para gerar algo como 40 megawatts de energia, suficientes para iluminar, por exemplo, uma cidade de 200 000 habitantes. A energia obtida é vendida no mercado livre.
Um dos desafios das empresas que atuam no mercado de lixo é descobrir novos nichos. Foi o que fez a paulista Ambitec, que prevê faturar neste ano algo como 400 milhões de reais — a maior parte dessa receita vem da gestão de resíduos de empresas de grande porte, como Johnson&Johnson, Embraer e International Paper.
Em abril, a Ambitec pagou 4,5 milhões de reais para adquirir 49% da startup Descarte Certo. Fundada pelo ex-executivo Lucio Di Domenico há menos de três anos, a Descarte Certo oferece aos consumidores, por meio de seu próprio site ou nas lojas de varejistas como Carrefour e Cybelar, um serviço de coleta e de descarte ecologicamente correto de produtos.
Até agora, a empresa atuava apenas como intermediária entre consumidores e empresas de manufatura reversa. “Nos próximos meses, faremos investimentos para que ela mesma execute todo o processo”, diz André Oda, professor de finanças da FEA-USP que há um ano foi chamado pela família Borlenghi, dona da Ambitec, para ajudá-la no processo de profissionalização e de preparação para um futuro IPO. “A hora desse mercado é agora. Quem não se posicionar rapidamente perderá a oportunidade.”

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Basura: entre recicladores y avivatos

Por César Rodríguez Garavito



Huele mal la licitación de las basuras en Bogotá. Como por arte de magia, han aparecido miles de “recicladores” afiliados a asociaciones creadas a última hora para sacar tajada de las reglas del concurso, que buscaban favorecer a los verdaderos recicladores, los que llevan años escarbando en la basura y prestando un servicio ambiental que no tenía precio.
La razón es que ahora el negocio tiene precio, y muy alto. En el proceso se juegan $2,5 billones, por los que pujan poderosas empresas que, por efecto de fallos de la Corte Constitucional, deben asociarse con organizaciones de recicladores para licitar. De modo que el oficio de reciclador —el “desechable” que todo el mundo aborrecía— ahora es la profesión de moda entre avivatos de todo tipo.
La entidad encargada del asunto (la Uaesp) sigue sin explicar cómo va a filtrar a los oportunistas y cumplir las decisiones de la Corte que protegen a los recicladores. Por eso la misma Corte suspendió la licitación el jueves pasado, mientras se desenreda una historia de varios años de corrupción, ineficiencia y discriminación contra los recicladores.
Todo comenzó en 2003, cuando la segunda alcaldía de Mockus intentó sacarlos del mercado, al adjudicar la pasada licitación. Cuando la Corte falló una tutela a favor de los informales, era demasiado tarde: la Alcaldía ya le había entregado el negocio al sector privado y excluido a las cooperativas de recicladores. Las mismas cooperativas que, en 1990, habían fundado la Asociación de Recicladores de Bogotá y habían convertido a cientos de recolectores pobres en pequeños empresarios que accedían, por primera vez, a un ingreso estable y a la seguridad social.
Así lo vimos quienes estudiamos las cooperativas y acompañamos a sus miembros en sus recorridos callejeros en las heladas noches bogotanas. Así lo reconocieron fundaciones de todo el mundo, que escogieron a Bogotá como sede del primer encuentro internacional de recicladores, en 2008.
Como el daño ya estaba hecho, la Corte le advirtió al Distrito que en futuras licitaciones incluyera “acciones afirmativas a favor de los recicladores (…) a fin de lograr condiciones reales de igualdad”. La advertencia se materializó en 2009 en Cali, cuando la Corte tumbó la licitación de basuras de esa ciudad por no haber tomado esas acciones.
A pesar de esos precedentes, la administración de Samuel Moreno volvió a marginar a los recicladores. Primero lo hizo con la adjudicación del relleno de Doña Juana, que la Corte también suspendió. Y reincidió en la actual convocatoria, en la que la Corte ha intervenido varias veces para atajar los goles que la Uaesp le ha querido meter a sus fallos y a los recolectores.
Presionada por la Corte, la exdirectora de la Uaesp rediseñó a las carreras las reglas del concurso, antes de ser destituida por la Procuraduría por malos manejos en Doña Juana. Con semejante improvisación y procedencia, no sorprende que las nuevas reglas estén generando un caos en la licitación y resulten inconvenientes tanto para los recicladores como para las empresas de aseo.
Tampoco sorprende que la Uaesp haya validado dudosas organizaciones de recolectores informales. Entre los “recicladores” descubiertos en un informe de La Silla Vacía hay un exsargento del Ejército que sostuvo ante las cámaras que “al ver que había tanto abandono de los recicladores y que unos se creen recicladores y no reparten, por eso me metí yo”.
Por eso mismo se debe meter la alcaldesa (e), quien tiene la capacidad técnica y la responsabilidad política que no tiene la Uaesp. Al asumir el proceso, la alcaldesa López debe comenzar por dar las explicaciones que pide la Corte y seguir por replantear las reglas de la licitación sobre reciclaje. Tiene pocos días para hacer lo primero y escasos meses para hacer lo segundo. Y mostrar que es posible hacer una adjudicación limpia, donde quepan las grandes empresas y los recicladores genuinos.
*Miembro fundador de Dejusticia (www.dejusticia.org).
Fonte: Elespectador.com (22/08/2011)

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Porque nem todos os materiais são recicláveis?

Quando destinamos nossos materiais recicláveis para a coleta seletiva é importante saber que nem tudo vai ser efetivamente reciclado. Mesmo que tudo seja reciclável, sempre uma parte deste material ainda é descartada em locais de destinação final de resíduos, como aterros e lixões, devido a diversos fatores.
Para entender melhor porque isso ocorre e responder à pergunta do título é importante lembrar que até recentemente não havia um marco legal regulatório em favor da reciclagem, deixando-a totalmente a mercê da viabilidade econômica.
A reciclagem é uma complexa cadeia produtiva composta por vários segmentos industriais independentes entre si. Estes segmentos atendem mercados diversos, abastecidos por uma rede de comércio de materiais recicláveis. Esta rede é suprida por resíduos domésticos, coletados por catadores ou programas municipais de coleta seletiva, e por resíduos recicláveis industriais.
Os materiais encaminhados para a reciclagem serão efetivamente reciclados se houver indústria que os recicle, e a existência dessa indústria é possível desde que a transformação seja economicamente viável.
Assim, podemos afirmar que, para que a reciclagem ocorra, o custo de coleta, transporte e transformação não pode inviabilizar a comercialização lucrativa dos produtos transformados, dentro dos diversos mercados que os consomem. Neste sentido quando não há viabilidade econômica para a transformação de um material, normalmente ele é considerado rejeito da reciclagem e acaba sendo tratado como lixo.
A partir deste raciocínio vamos tratar de dois elementos básicos que inviabilizam a reciclagem: por um lado a distância das indústrias, e por outro o custo de transformação.

Distância das indústrias
Quando falamos da distância das indústrias de transformação, percebemos que algumas vezes há materiais que são recicláveis em uma determinada região, mas não são em outra que está mais afastada das indústrias consumidoras. Por exemplo, as embalagens longa vida cartonadas, que nas regiões sul e sudeste tem relativa facilidade de comercialização, mas nas regiões mais distantes dos pólos produtivos a maior parte deste material é descartada junto ao lixo comum. O mesmo fator influencia na reciclagem de todos os materiais.

Materiais de difícil reciclagem
Muitos materiais, para serem efetivamente reciclados, precisam passar por processos de produção que encarecem a transformação e inviabilizam a reciclagem. É o caso das embalagens de bandejas de isopor, comuns nas redes de supermercados. Este material é utilizado na maior parte de vezes para acondicionar produtos como carnes e frios, que contaminam o material e inviabilizam a reciclagem, transformando-o em lixo comum.
Estes são alguns dos muitos fatores econômicos que podem inviabilizar uma reciclagem total dos materiais. Futuramente trataremos de mais fatores que interferem no desenvolvimento da reciclagem no Brasil.
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