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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Intercâmbio de Práticas & Ferramentas de Gestão em Organizações de Catadores



Nos próximos dias 11 e 12 de junho acontecerá o workshop “Intercâmbio de Práticas & Ferramentas de Gestão em Organização de Catadores” durante o 6º Fórum Internacional de Resíduos Sólidos, no Parque Tecnológico de São José dos Campos/SP. No evento serão apresentados resultados de trabalhos já realizados em gestão de organizações de catadores.
O encontro organizado pelo Instituto Venturi e o Observatório da Política Nacional de Resíduos Sólidos tem como objetivo replicar e potencializar práticas e ferramentas de gestão em organizações de catadores, nas próprias organizações e também em universidades, ONGs e instituições que auxiliam o gerenciamento de organizações de catadores. O público esperado é de cooperativados, pesquisadores, acadêmicos, profissionais e gestores públicos interessados em compartilhar experiências técnicas e tecnológicas.
Será uma ótima oportunidade para troca de conhecimento sobre a gestão da coleta, triagem, e destinação de resíduos recicláveis, além de abordar temas como a organização de equipe, retenção de cooperados, gerenciamento administrativo, vendas de material reciclável, prestação de serviço às prefeituras, e todas as demais atividades no âmbito das organizações de catadores.
Para fazer sua inscrição no evento, ou para submeter seu trabalho acadêmico, acesse o site: www.GestaodeOrganizacaodeCatadores.wordpress.com

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Créditos de Catadores recebem maior votação na Conferência de Meio Ambiente do RJ


Proposta de Créditos de Logística Reversa será levada para Conferência Nacional de Meio Ambiente
Rio de Janeiro, 15 de setembro de 2013
A proposta de uso de Créditos de Logística Reversa dos Catadores, desenvolvida conjuntamente pelo Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) e bolsa de valores ambientais BVRio, recebeu a maior votação no segmento Criação de Emprego e Renda, e segundo lugar entre todos os participantes da Conferência de Meio Ambiente do Rio de Janeiro. (Veja vídeo em www.youtube.com/users/canalbvrio ).
A conferencia se realizou na UERJ neste ultimo final de semana, e contou com a participação de cerca de 400 delegados, representando entidades do setor público, privado e terceiro setor, incluindo cooperativas de catadores, de vários municípios do Estado do Rio de Janeiro.
As propostas selecionadas nesta conferencia serão encaminhadas para a IV Conferência Nacional de Meio Ambiente, a ser realizada em Brasília nos dias 24 e 27 de outubro 2013 que definirá propostas para políticas públicas relacionadas ao meio ambiente. O tema da IV Conferencia é a implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).
“A BVRio e o MNCR esperam que os Créditos de Logística Reversa tornem-se mais uma opção ao dispor das empresas e da sociedade para contribuir para este grande desafio ambiental. Acreditamos que este mecanismo de mercado tenha grande potencial para permitir o cumprimento da PNRS de uma maneira eficiente”, comentou Luciana Freitas, BVRio.
O sistema de Créditos de Logística Reversa foi criado para facilitar o cumprimento das obrigações criadas pela PNRS. No que diz respeito a embalagens pós-consumo, a lei determina que fabricantes, distribuidores e comerciantes todos têm responsabilidade de “introduzir sistemas de logística reversa para assegurar a restituição dos resíduos sólidos para seu reaproveitamento ou outra destinação ambientalmente adequada”.
Os créditos serão emitidos e oferecidos à venda para empresas através da BVTrade – a plataforma eletrônica de negociação de ativos ambientais ligada à BVRio.
FIM
Sobre a BVRio: A bolsa de valores ambientais BVRio é uma associação sem fins lucrativos, que trabalha com mecanismos de mercado para facilitar o cumprimento de leis ambientais no Brasil. Através da sua plataforma BVTrade, a BVRio apoia o desenvolvimento de mercados ambientais em todo o Brasil. A plataforma já está cadastrando cooperativas e associações de catadores e pode ser acessada em: www.bvtrade.org.www.bvtrade.org (veja um vídeo sobre o sistema de Créditos de Logística Reversa através de link nesta página).
Sobre o MNCR: O Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis é um movimento social que há cerca de 12 anos vem organizando os catadores de materiais recicláveis em todo o Brasil e conseguiu o reconhecimento da profissão. A lei que instituiu o PNRS garante aos catadores a participação na gestão dos resíduos como forma de inclusão social e econômica, reconhecendo a importância dos catadores na coleta seletiva e na logística reversa.
Sobre o acordo entre BVRio e MNCR: O Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) e Bolsa de Valores ambientais do RJ uniram forças para desenvolver um mercado de Créditos de Logística Reversa que vai facilitar o cumprimento das obrigações criadas pela lei de Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). A lei determina que fabricantes, distribuidores e comerciantes têm a responsabilidade compartilhada de “introduzir sistemas de logística reversa para assegurar a restituição dos resíduos sólidos para seu reaproveitamento ou outra destinação ambientalmente adequada” no que diz respeito a embalagens pós-consumo.
Além de ter como meta acabar com os lixões até 2014, a lei que criou a PNRS em 2010 também inovou ao determinar que a implementação da logística reversa (processo em que as embalagens usadas fazem o caminho inverso e são coletadas para receber uma destinação final adequada) deve contemplar o envolvimento dos catadores, visando a sua emancipação econômica e incentivando a criação e o desenvolvimento de cooperativas. Hoje, associações e cooperativas de catadores já contribuem para a coleta e separação de uma fração significativa dos resíduos sólidos produzidos no país, mas recebem somente pela venda deste material a empresas recicladoras. Através dos Créditos de Logística Reversa, catadores serão também remunerados pelo serviço ambiental prestado à toda sociedade.
A BVRio e o MNCR entendem que os créditos de logística reversa são um instrumento importante para a aplicação efetiva da lei, ao promover a implementação eficiente de logística reversa e fomentar a emancipação econômica e desenvolvimento das cooperativas de catadores, através de um sistema transparente e eficiente de pagamento dos serviços ambientais prestados por eles à toda população.
Espera-se que o valor adicional gerado pela venda dos créditos servirá de incentivo para que mais resíduos sejam coletados e reciclados, com grande benefício ambiental. Ao mesmo tempo, a receita da venda dos créditos contribuirá para um aumento da renda dos catadores, cujo número no Brasil é estimado em 800 mil. A BVRio e o MNCR entendem que o sistema de créditos de logística reversa é um instrumento importante para a aplicação efetiva da lei, ao promover a implementação de um sistema eficiente de logística reversa e fomentar a emancipação econômica e desenvolvimento das cooperativas de catadores, através de um sistema transparente e eficiente de pagamento dos serviços ambientais prestados por eles à toda população.Os créditos serão emitidos e ofertados a através da BVTrade – a plataforma eletrônica de negociação de ativos ambientais da BVRio.
Para saber mais, visite:
www.bvrio.org 
www.bvtrade.org (veja um vídeo sobre o sistema disponível nesta página).

terça-feira, 21 de maio de 2013

Prefeitura de São Paulo apresenta plano para ampliar coleta seletiva em 1.000 toneladas/dia



Programa prevê a instalação de quatro centrais automatizadas de materiais recicláveis até 2016, que irão aumentar a capacidade de seleção das atuais 249 toneladas/dia para 1.249 toneladas/dia.


A Prefeitura Municipal de São Paulo apresentou nesta segunda-feira (20/5) um programa para ampliar a coleta seletiva e a reciclagem de materiais, das atuais 249 toneladas/dia para 1.249 toneladas/dia até o final da gestão. Apresentado pelo presidente da Autoridade Municipal de Limpeza Urbana – AMLURB, Silvano Silvério, o plano prevê a instalação de quatro centrais automática de triagem de materiais, com capacidade unitária de processar 250 toneladas diárias.
As centrais automatizadas terão eletroímãs e separadores óticos de materiais, entre outras novidades tecnológicas que irão reduzir a necessidade de mão de obra.
Pelo cronograma anunciado, as duas primeiras centrais – que serão instaladas em Santo Amaro e na Ponte Pequena – deverão estar funcionando em junho de 2014. Sem locais definidos ainda, as outras duas deverão ficar prontas até dezembro de 2016.
De acordo com o secretário municipal de Serviços, Simão Pedro, o programa permitirá que a coleta seletiva e a reciclagem na cidade sejam ampliadas de 1,8% (atual) para 10% de todos os materiais coletados. O objeito está incluído no Programa de Metas da Prefeitura (objetivo 15).
“Em médio prazo, a coleta seletiva irá atingir todos os distritos da cidade”, disse ele, lembrando que, atualmente, 75 dos 96 distritos de São Paulo são atendidos parcialmente pelo serviço. A instalação das quatro centrais de triagem de materiais recicláveis e a ampliação da coleta seletiva para todos os distritos da cidade também integram o Plano de Metas 2013/2016 (metas 71 e 72).
No evento de lançamento, o prefeito Fernando Haddad assinou as ordens de serviço para dar início aos projetos das duas primeiras centrais, que exigirão investimentos de R$ 20,2 milhões cada.  
Catadores preocupados com postos de trabalho
Algumas lideranças de catadores presentes ao evento mostraram preocupação com a possibilidade de as centrais automatizadas não resultarem em postos de trabalho para as pessoas que já atuam na área. “Nada mudou com a atual gestão”, lamentou Sérgio Bispo, da Cooperativa de Catadores da Baixada do Glicério. Segundo ele, a Prefeitura não se reuniu com a categoria para discutir o plano.     
Para Eduardo Ferreira de Paula, da Articulação do Comitê da Cidade dos Catadores de Materiais Recicláveis, não era isso que os catadores esperavam. “Cada central automatizada precisará de apenas 60 catadores para trabalhar”, registrou. Na avaliação de Paula, a Prefeitura deveria utilizar os recursos para investir nas cooperativas e na qualificação profissional dos catadores.   
Por outro lado, Roberto Laureano da Rocha, da Coordenação Nacional do Movimento dos Catadores de Materiais Recicláveis, se declarou “entusiasmado” com o plano anunciado. “Meu entusiasmo, em primeiro lugar, é pelo fato de a Prefeitura de São Paulo não estar optando pela incineração do lixo e sim pela reciclagem”, ponderou.
Ele também disse acreditar que os catadores terão participação ativa na implementação do programa. “A velocidade da Prefeitura foi maior que o movimento e faltou informação”, reconheceu. O líder dos catadores avalia que será necessário fazer as informações chegarem a todos os trabalhadores do setor. “Vamos fazer uma assembleia ou um encontro, para explicar melhor o programa”, anunciou.

Questionado sobre o assunto, o prefeito Fernando Haddad argumentou que o programa irá contemplar os catadores. “Nenhum catador será excluído”, garantiu.

Dia Mundial dos Catadores é celebrado em toda América Latina


(Fonte: MNCR)
Mobilizações lembram o trabalho como solução para o ambiente
Na terça-feira, 1 março, é lembrado na América Latina o Dia Mundial do Catadores, em memória do massacreocorrido na Colômbia, onde 10 trabalhadores foram mortos.
A data de recoloca a ênfase no trabalho dos catadores de materiais reciclaveis e seu impacto para reduzir as emissões de gases de efeito estufa dentro.
Com a ênfase no reforço da sua organização, melhora nas condições de trabalho e obtenção do reconhecimento pela contribuição que oferecem ao meio ambiente, está sendo comemorado neste 01 de março um novo Dia Mundial da Base de Recicladores da América Latina. Trabalho realizado por mais de 15 milhões de pessoas em todo o mundo, ou seja, cerca de 1% da humanidade (segundoo Banco Mundial), que coleta, tria  e recicla os resíduos gerados pelas cidades.
A reciclagem de base, bem como sua contribuição para a ecologia, contribui para as economias locais, tanto individual como socialmente,  gerando grande quantidade de emprego  e economia no governo estadual.  De acordo com orelatório apresentado pela Organização das Nações Unidas, ONU,  a reciclagem está se tornando um líder de soluçõespara combater o desemprego e pobreza, afetando positivamente o ambiente.
Daí a importância do reconhecimento da sociedade para essa categoria e seu trabalho como ator fundamental na gestão de resíduos. A inclusão social passa pela responsabilidade dos Estados de proporcionar as condições básicas e de segurança para o melhor desenvolvimento do trabalho de reciclagem urbana.
Organizada a nível continental, A Rede Latinoamericana de Recicladores e membros da Aliança Global dos Recicladores, que reúne membros da Ásia e África,  relevam para este oficio como ator histórico da cadeia produtiva da reciclagem, mas sobretudo como chave fundamental para mitigação de gases com efeito de estufa e poluição por resíduos não tratada. Para fazer isso, exigiram a criação de um fundo global para promover a reciclagem social, a compostagem de resíduos orgânicos e reutilização de recursos descartáveis, cujo impacto deve formalizar este trabalho e contribuir mais eficazmente para o meio ambiente.
Na terça - feira, 1 de março, acontecerá a uma série de ações em comemoração ao Dia Mundial. Entre os eventosprogramados incluem marchas e dia de reflexão na Colômbia, Brasil, Chile, Peru, Bolívia e Equador.

O que é lembrado no Dia Mundial do Catador?

Este dia, foi criada no Primeiro Encontro Internacional de Catadores, que reuniu 34 países na Colômbia em 2008 em memória da tragédia nesse país, onde cerca de 10 trabalhadores foram mortos dentro de uma universidade.
Os Catadores foram enganados por pessoas da Universidade Livre de Barranquilla, convidando-os a juntar-se estas unidades para a entrega de reciclagem de materiais. Uma vez lá dentro, foram espancados até a morte com paus etiros para venderem seus corpos para pesquisa e tráfico de órgãos. A situação trágica foi relatado para a polícia porum sobrevivente que após o ataque fingiu estar morta e fugiu para a denúnciar.
Isto é o que hoje reúne os recicladores do mundo como base, o que demonstra claramente a vulnerabilidade da profissão e da urgência da formalização deste importante trabalho.
Acompannhe as mobilizações por: www.redrecicladores.net

Prefeitura de São Paulo lança convocatória para a Conferência Nacional do Meio Ambiente e Comitê de Implementação da PNRS

DECRETO Nº 53.924, DE 17 DE MAIO DE 2013


Veja o Decreto de convocação na íntegra abaixo:

"Convoca a Conferência Municipal do Meio Ambiente, bem como cria o Comitê Intersecretarial de Implementação da Política Municipal de Resíduos Sólidos.

FERNANDO HADDAD, Prefeito do Município de São Paulo, no uso das atribuições que lhe são conferidas por lei, CONSIDERANDO a necessidade de implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos no Município, em cumprimento ao disposto na Lei Federal nº 12.305, de 2 de agosto de 2010,
D E C R E T A:

Art. 1º Fica convocada a Conferência Municipal do Meio Ambiente, a ser realizada entre 1º de junho e 1º de setembro de 2013, em São Paulo, sob a coordenação das Secretarias Municipais de Serviços e do Verde e do Meio Ambiente.

Art. 2º A Conferência Municipal do Meio Ambiente desenvolverá seus trabalhos a partir do tema “Implementando a Política Nacional de Resíduos Sólidos no Município”.

Parágrafo único. O tema deverá ser desenvolvido de modo a articular e integrar as diferentes políticas urbanas relacionadas à Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Art. 3º Caberá aos Secretários Municipais de Serviços e do Verde e do Meio Ambiente instituir, mediante portaria intersecretarial, no prazo de 10 (dez) dias úteis, a Comissão Preparatória Municipal.

Art. 4º À Comissão Preparatória Municipal incumbirá definir a data, o local, o critério de participação, a elaboração de proposta do conteúdo, método, organização e funcionamento e a eleição dos delegados da Conferência Municipal do Meio Ambiente.

Art. 5º Fica criado o Comitê Intersecretarial de Implementação da Política Municipal de Resíduos Sólidos, com o objetivo de coordenar a Política Municipal de Resíduos Sólidos.

§ 1º O Comitê Intersecretarial será composto por representantes dos seguintes órgãos:
I – Secretaria Municipal de Serviços;
II - Secretaria do Governo Municipal;
III - Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente;
IV - Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania;
V - Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social;
VI - Secretaria Municipal do Trabalho e do Empreendedorismo;
VII - Secretaria Municipal da Saúde;
VIII - Secretaria Municipal de Coordenação das Subprefeituras.

§ 2º A coordenação do Comitê Intersecretarial caberá à Secretaria Municipal de Serviços.

Art. 6º O Comitê Intersecretarial contará com a colaboração de grupos de trabalho, neles ficando assegurada a participação da sociedade civil.

Art. 7º Ficam criados 5 (cinco) Grupos de Trabalho – GTs,com as seguintes atribuições:

I – GT-1 - elaboração do Plano Municipal de Educação Ambiental e Comunicação em Resíduos Sólidos;

II - GT-2 - coordenação e reelaboração do Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos do Município de São Paulo, incluindo o Plano para o Sistema de Coleta Seletiva;

III - GT-3 - elaboração do Programa de Coleta Seletiva Solidária nos próprios municipais, com a inclusão dos catadores de materiais recicláveis e reutilizáveis;

IV - GT-4 - coordenação e implementação das ações de manejo dos Resíduos da Construção Civil – RCC;

V - GT-5 - proposição de instrumentos normativos e legais para a Política Municipal de Resíduos Sólidos.

Parágrafo único. Os Grupos de Trabalho serão coordenados pelo Comitê Intersecretarial de Implementação da Política Municipal de Resíduos Sólidos.

Art. 8º O Comitê Intersecretarial elaborará, no prazo de 15 (quinze) dias, o Regimento Interno de seu funcionamento e dos Grupos de Trabalho - GTs.

Art. 9º Este decreto entrará em vigor na data de sua publicação.

PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, aos 17 de maio de 2013, 460º da fundação de São Paulo.
FERNANDO HADDAD, PREFEITO
SIMÃO PEDRO CHIOVETTI, Secretário Municipal de Serviços
RICARDO TEIXEIRA, Secretário Municipal do Verde e do Meio Ambiente
ANTONIO DONATO MADORMO, Secretário do Governo Municipal
Publicado na Secretaria do Governo Municipal, em 17 de maio de 2013."

Diário Oficial da Cidade de São Paulo:

http://www.docidadesp.imprensaoficial.com.br/NavegaEdicao.aspx?ClipID=BBE3E3IK7BA06eBAIDAHK3F74H9&PalavraChave=53.924

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Catadores realizam primeira reunião com a Administração Municipal de São Paulo



Representantes do Comitê de Catadores da Cidade de São Paulo e da Rede CataSampa participaram no dia 31 de janeiro da primeira reunião pública da Secretaria de Serviços da Prefeitura Municipal de São Paulo, onde foram recebidos pelo Secretário Simão Pedro e por Silvano Silvério, novo Diretor da Amlurb (antiga Limpurb), autarquia responsável pelos resíduos na cidade que esta sendo implantada com funcionários de carreira concursados.
Na reunião os catadores contextualizam a situação dos catadores na cidade e citam diversos eixos de trabalho importantes para a categoria, como os catadores avulsos, áreas públicas para implementação de novos galpões de cooperativas, liberação do rodízio de caminhões para a coleta seletiva, investimentos públicos e os projetos de capacitação de catadores desenvolvidos pelo MNCR, além da retomada do Comitê Gestor da Coleta Seletiva  e derrubada do veto ao projeto de lei 774/2007, que permite o pagamento aos catadores por serviços prestados de coleta.
O Secretário foi receptivo às reivindicações e declarou a intenção do Prefeito em criar um Comitê Intersecretarial de inclusão socioeconômica dos catadores da cidade de São Paulo e decreto de coleta seletiva solidária em órgãos públicos municipais. Declarou ainda que está lutando para reaver o recurso de 4,5 milhões do PAC que não foram utilizados pela gestão anterior e retornaram para a União. Além de se comprometer com a imediata resolução do problema de liberação dos caminhões de coleta do rodízio de veículos.
Os catadores avaliaram a reunião como produtiva e vem articulando com a Amburb novos encontros e reuniões de trabalho para avançar no aumento da quantidade de resíduos recuperados pelo programa de coleta seletiva municipal.
Fonte: MNCR

MNCR participa do Encontro Nacional dos Prefeitos em Brasília


Entre os dias 28 e 30 de janeiro, representantes do MNCR (Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis) participaram do Encontro  Nacional com Novos Prefeitos e Prefeitas do Brasil, em Brasília-DF, com o objetivo de sensibilizar os prefeitos e mobilizar parcerias entre as cooperativas de catadores de materiais recicláveis e as prefeituras municipais para a implantação da PNRS (Política Nacional de Resíduos Sólidos) em âmbito municipal. A conferência é organizada pela Presidência da República e recebeu representantes dos 5.564 municípios brasileiros, entre prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, jornalistas e convidados.
Durante do encontro, catadores e prefeitos discutiram sobre a contratação dos catadores, o plano municipal de resíduos sólidos, o fechamento dos lixões, as dificuldades enfrentadas pelos catadores de todo o Brasil, entre outros aspectos relevantes da implementação da PNRS nos municípios.
Este encontro é de extrema importância para inserir os novos prefeitos e prefeitas no debate sobre a implantação da PNRS com inclusão socioprodutiva dos catadores e fomentar a realização de parcerias efetivas para os próximos anos.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Observatório da Reciclagem Inclusiva e Solidária prepara ações contra a incineração


Em sua 9ª reunião, ORIS agenda DEBATE PÚBLICO
O Observatório da Reciclagem Inclusiva e Solidária (ORIS) – que reúne catadores, especialistas e técnicos ligados a área da pesquisa, às universidades, às associações e cooperativas, às organizações não governamentais (Ongs) defensoras das causas ambientais e do desenvolvimento sustentável e ao Movimento Nacional de Catadores de Resíduos (MNCR) – realizou, no dia 01 de novembro, sua 9ª reunião do ano. Na ocasião foi feito um balanço das atividades em que os integrantes do ORIS participaram ao longo de 2012.
NÃO À INCINERAÇÃO
Ponto dominante na pauta do encontro, os integrantes do ORIS manifestaram a necessidade de definição de uma agenda mobilizadora, com iniciativa das instituições que compõem o Observatório, com posição contrária à incineração. Na avaliação dos participantes, o tema precisa mobilizar a sociedade, pautar a imprensa e incidir na agenda política. Luciano Marcos, Diretor do Instituto Nenuca de Desenvolvimento Sustentável (INSEA), avalia como complexo o cenário. “Vivemos um crescimento empresarial sobre a coleta de resíduos somada ao favorecimento do tema das Parcerias Público Privadas – PPPs serem puxados sem nenhuma participação efetiva”, ponderou Luciano.
A preocupação com os avanços de políticas que incentivam a incineração fez com que a Diretoria do Instituto Sustentar, Jacqueline Rutkowski, manifestasse uma posição veemente de defesa da coleta solidária. “O Brasil tem uma tecnologia toda nossa – solidária, eficiente e de baixo custo”, pontuou. Em sua análise sobre o contexto dos interesses internacionais incineradores e o histórico construído pelos catadores brasileiros, Jacqueline ponderou que estamos diante de disputas no patamar das tecnologias. Com posição ecológica em benefício do planeta e inclusivo na geração de renda e cidadania, ela afirma que “sociedade, gestores, academia e catadores precisam ser mais incisivos na defesa do nosso modelo de coleta de resíduos.”
O QUE É INCINERAÇÃO
A incineração é a queima dos residuos (lixo). Ela gera prejuízos humanos, ambientais, sociais e econômicos.
O contrário desta prática é a coleta seletiva solidária, que gera inclusão pelo emprego e renda aos catadores, contribui a não agressão ao meio ambiente com a reutilização inteligente e ecológica dos descartes – tendo sua prática focada na sustentabilidade do planeta.
DEBATE PÚBLICO INCINERAÇÃO
Em articulação com a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), através da Comissão de Participação Popular, o Observatório de Reciclagem Inclusiva e Solidária (ORIS) promoverá o Debate Público sobre Incineração. A atividade está prevista para o dia 20 de novembro na ALMG. Em breve, postaremos informações sobre o Debate Público aqui.
CONHEÇA NOSSO TRABALHO
Instituto Nenuca de Desenvolvimento Sustentável – INSEA
Rua Minduri, 492
Bairro Santa Inês
Belo Horizonte – MG
CEP.:31080.770
Site: www.insea.org.br
E-mail: insea@insea.org.br
Telefone/ Fax : (31) 3295.7270
(*) Matéria produzida por Antônio Coquito, jornalista profissional e assessor de comunicação do INSEA

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Vídeo contextualiza situação catadores em Bogotá


Vídeo que retrata a situação dos catadores de materiais na Colombia.

Título do Vídeo: Cronicas de una lucha por la inclusion - Recicladores en la crisis de la basura em Bogotá.
Produção: Women in Informal Employment: Globalizing and Organizing (WIEGO)



Desafios para Haddad para a coleta seletiva



Em quatro perguntas Nina Orlow aponta, para o Jornal "O Estado de SãoPaulo", desafios para novo prefeito de São Paulo em relação ao desenvolvimento da coleta seletiva.
Veja na integra

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

A crise financeira de 2008 e os catadores de materiais recicláveis


A crise financeira mundial de 2008 afetou diretamente o mercado da reciclagem no Brasil e a viabilidade econômica de muitas organizações de catadores.
Diante disso, em 2009, o IPEA escreveu um artigo abordando os efeitos da crise e a importância da remuneração dos catadores pelos serviços prestados, reivindicação do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) que está sendo discutida até hoje junto ao Governo Federal.
Para entender mais sob o tema, acesse o link abaixo:
PDF Estudo IPEA

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Ministério do Meio Ambiente otimista em relação aos acordos setoriais


O diretor de Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, Silvano da Costa, disse, nesta quarta-feira (21/11), que até o final de junho de 2013 o governo deverá fechar acordos com cinco cadeias do setor privado para viabilizar a coleta de materiais para reciclagem ou reutilização. A primeira deverá ser a cadeia de embalagens de plástico de óleos lubrificantes.

Costa participou de audiência pública das comissões de Desenvolvimento Urbano e de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável sobre incentivos à indústria da reciclagem. Segundo ele, o primeiro acordo garante que toda embalagem que for utilizada em postos de serviços e concessionárias terá uma destinação adequada desse resíduo, portanto, para reciclagem e, eventualmente, para reutilização. Hoje, apenas 1% do lixo é reciclado, mas este potencial é de 20%.

O representante da Federação das Indústrias do Paraná, Cláudio Letreille, disse que a indústria têxtil do estado tem pelo menos 300 toneladas de restos que poderiam ser aproveitados. Ele pediu apoio para pesquisas que viabilizem essa reciclagem. 

BNDES

Já a chefe do Departamento de Economia Solidária do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES), Daniela Arantes Alves Lima, explicou que o banco tem linhas para financiar praticamente toda a indústria da reciclagem nas etapas de coleta, tratamento, reaproveitamento e destinação dos resíduos.

A deputada Rosane Ferreira (PV-PR) revelou que pretende continuar a discussão com a área tributária do governo. Ela considera “primordial” ouvir o Ministério da Fazenda e o Conselho Nacional de Política Fazendária. “Se a gente quer uma indústria produtiva, competitiva, que ajude no cuidado ambiental - é essa a razão da indústria da reciclagem -nós precisamos facilitar a vida delas e, para isso, a isenção fiscal é fundamental."

O representante do Ministério do Meio Ambiente informou que existe um grupo técnico no governo encarregado de elaborar um estudo sobre incentivos fiscais para a indústria da reciclagem.

(*) Da Agência Câmara
Fonte: Site Ministério do Meio Ambiente

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Santa Cruz do Sul (RS) assinou contrato de prestação de serviço com organização de catadores



Representantes da Coomcat participaram do ato de assinatura 
Foto: Santa Cruz do Sul/Larissa Moritzen

Nesta segunda feira (10/12/2012), a cooperativa COOMCAT e a prefeitura de Santa Cruz do Sul(RS), assinaram um contrato de prestação de serviços, onde a cooperativa receberá remuneração pela prestação de serviço de coleta seletiva.
Parabéns para a prefeitura, que criou coragem para dar uma passo tão importante na gestão dos resíduos sólidos municipais, e parabéns também aos catadores que tanto lutaram para conseguir esta conquista.
Vamos todos torcer para o sucesso desta iniciativa e que ela sirva de modelo para outras prefeituras no âmbito nacional que ainda não fazem uso da nova Política Nacional de Saneamento Básico 11445/2010, que prevê a contratação das organizações de catadores com a dispensa de licitação.

Catadores querem inclusão na cadeia de materiais recicláveis durante Copa do Mundo


01/12/2012
São Paulo – A gestão de resíduos sólidos nos grandes eventos, inclusive a Copa do Mundo de 2014, é uma das principais expectativas de catadores de materiais recicláveis de todo o país. O tema foi debatido desta semana durante os três dias da Expoctadores, evento que reuniu em São Paulo centenas de catadores, além de empresas, gestores públicos e organizações da sociedade civil dedicadas ao tema da sustentabilidade.
“Nossa preocupação é que as embalagens e todos os descartáveis produzidos durante a Copa possam ser mais sustentáveis, contribuindo assim para a diminuição de resíduos para o meio ambiente”, afirmou à RBA Roberto Laureano da Rocha, membro da coordenação do Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR). “Também buscamos nossa inserção na prestação desse serviço de recolha desses materiais, para destiná-lo de forma correta, impedindo que sejam encaminhados aos aterros sanitários ou lixões.”
Além de fonte de materiais reutilizáveis – e de renda para os catadores –, a Copa do Mundo também é vista como oportunidade para alavancar a reciclagem no Brasil, inclusive de um produto que não costuma figurar entre os campeões da coleta seletiva: o óleo vegetal. De acordo com um estudo realizado pelo Instituto Ibope por encomenda da organização ambientalista WWF, apenas 21% dos brasileiros atendidos pelo serviço se lembra de separar o óleo e enviá-lo para a reciclagem.
Vitrine
Segundo o especialista em reutilização de resíduos Vinícius Scaramel, nem mesmo os trabalhadores do setor têm consciência de que o óleo vegetal pode ser reciclado. “Normalmente, quando encontra uma garrafa plástica cheia de óleo na rua, o catador acaba esvaziando seu conteúdo pra ficar apenas com a PET”, conta, “muitas vezes sem saber que o litro de óleo vale mais do que o quilo do plástico nos postos de reciclagem.”
Mas não se trata apenas de dinheiro. Scaramel lembra que apenas um litro de óleo vegetal – aquele que jogamos na pia depois de fritar a mistura do almoço – é capaz de poluir até 25 mil litros de água. “O Brasil consome 1,6 bilhão e descarta 1,4 bilhão de litros de óleo por ano”, sustenta, com base em levantamento realizado pela Casa Civil da Presidência da República. “Apenas 160 milhões de litros são reciclados” – em parte graças ao trabalho de catadores que já despertaram para a questão.
Scaramel representa um projeto chamado Bioplanet, que conta com apoio de instituições governamentais e empresariais, além de organizações de catadores, para atingir a meta de produzir no país 25 milhões de litros de biodiesel a partir de óleo vegetal reciclado até 2014. “A Copa será a vitrine para mostrar nosso trabalho”, propõe. Daí a ideia de colocar ônibus movidos com biodiesel reciclado para transportar os jogadores da Seleção até o estádio nos dias de jogos, quando há ampla cobertura da mídia mundial.
Transparência
A Copa do Mundo também é mote para o trabalho que o Instituto Ethos veio apresentar na Expocatadores. A entidade trabalha pela responsabilidade social das empresas e pela transparência da gestão governamental. E é transparência que a iniciativa “Jogos limpos dentro e fora dos estádios” pretende espraiar pela gestão das obras que estão sendo realizadas nas 12 cidades brasileiras que sediarão as partidas do principal torneio de futebol do planeta. “Queremos empoderar a sociedade para exercer o controle social, garantir a transparência na administração dos recursos e viabilizar melhores políticas públicas”, explica Felipe Saboya, que coordena o projeto pelo Instituto Ethos.
Talvez o maior objetivo da transparência seja evitar a corrupção. Por isso, o “Jogos limpos dentro e fora dos estádios” está firmando acordos com empresas líderes dos setores hospitalar, construção civil, energia e transporte para que primem pela integridade – sobretudo quando forem assinar contratos com o poder público. Outra estratégia é a elaboração de indicadores de transparência, que vão classificar periodicamente as cidades-sede de acordo com a rapidez, qualidade e quantidade de informação sobre a Copa que suas prefeituras disponibilizam à sociedade.
O ranking se apoia sobre a Lei de Acesso à Informação, que passou a vigorar em todo o país no último 16 de maio, e determina que todas as instituições públicas e governamentais devem prestar informações requeridas por quem quer que seja em no máximo 20 dias. Os primeiros resultados já saíram. “As cidades-sede mais transparentes até agora foram Belo Horizonte (MG) e Porto Alegre (RS)”, informa Saboya, destacando que ainda assim estão longe do ideial. “As demais capitais possuem todas nível muito baixo de transparência.”

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Catadores se preparam para a exportação de sucatas

No dia 23 de novembro de 2012, representantes do Movimento Nacional dos Catadores (MNCR) realizaram visita técnica a empresas de comércio de sucatas para aprender como organizar a produção de sucata das cooperativas para exportação.
O ponto alto da visita foi a empresa RFR Com. e Reciclagem Metais Ltda, que se comprometeu em apoiar os catadores nesse processo. Na empresa, eles conhecerem um equipamento chamado Shredder, que mói e descontamina a sucata ferrosa, preparando-a para a exportação (fotos abaixo).

(Foto: Cicla Brasil)

(Foto: Cicla Brasil)

A visita foi promovida pelo Sindicato das Empresas de Sucata Ferro e Aço, Instituto Nacional das Empresas de Sucata de Ferro e Aço e Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Cooper Viva Bem planeja organização do novo galpão

A Cicla Brasil participou no último sábado, 01 de dezembro, de uma Roda de Diálogo com técnicos convidados e catadores cooperados da Cooper Viva Bem, localizada no município de São Paulo. 
O evento foi organizado pela ITCP-FGV (Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares da FGV) e utilizou a metodologia OASIS para o planejamento do layout do galpão. O grupo está sendo realocado de um espaço maior para um menor e encontra um grande desafio para manter a sua produtividade.
Este encontro foi o primeiro de vários com o objetivo de fortalecer a organização, contando com a colaboração de diversos parceiros.
No dia 15/12 haverá um mutirão para implementação de algumas das mudanças necessárias. Os interessados em participar podem entrar em contato conosco pelo email contato@ciclabrasil.com.br

(Foto: Cicla Brasil)

(Foto: Cicla Brasil)

Software CataFácil lança site na Expo Catadores


No dia 28 de novembro de 2012, durante a Expo Catadores, foi colocado no ar o site do software Cata Fácil, uma tecnologia que vai apoiar a profissionalização das organizações de catadores, por meio a automação dos processos de gestão.
O software, que possui uma interface amigável e ferramentas desenvolvidas especificamente para a realidade das cooperativas e associações, tem como objetivo aumentar a autonomia das organizações de catadores, a transparência nos processos internos e apoiar as organizações na prestação de serviços ligados à gestão de resíduos de coleta seletiva.

Para maiores informações visite o site clicando aqui.

EXPO CATADORES 2012 SUPERA EXPECTATIVA E ATRAI PÚBLICO DE 7.500 PESSOAS



Em sua terceira edição, evento recebeu uma média de 2.500 pessoas por dia

A Cicla Brasil esteve presente nos três dias da Expo Catadores, que foi marcada pela qualidade da organização do evento e pelo forte direcionamento aos negócios relacionados à inclusão dos catadores.

O evento representou um marco no posicionamento do Movimento Nacional dos Catadores (MNCR) em relação ao novo momento, fortemente influenciado pela implementação da Política Nacional dos Resíduos Sólidos.
O público do evento foi de 7.500 pessoas e estiveram presentes grandes personalidades tais como o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva e o jogador do Santos, Neymar.

Para maiores informações acesse aqui.


terça-feira, 6 de novembro de 2012

Fornecedores de sucata tentam evitar criação de taxa para exportação


ComexLinks | @comexblog
As empresas brasileiras de sucata de aço se reúnem hoje, em Brasília, com representantes do governo, para manifestar sua oposição a uma eventual taxação de suas exportações. O pedido para que houvesse uma tarifa sobre a exportação sucata brasileira foi feito pelo Instituto Aço Brasil (IABr), que representa as companhias siderúrgicas, segundo o Instituto Nacional das Empresas de Sucata de Ferro e Aço (Inesfa).
A sugestão do IABr ao governo brasileiro foi a adoção de uma taxação – ou outro tipo de restrição – às exportações brasileiras de sucata quando os países de destino tiverem medidas semelhantes para o Brasil, de acordo com o Inesfa. No entanto, as companhias de sucata afirmam que a medida prejudicaria o setor.
A consequência natural seria a redução das exportações, já que ficariam menos rentáveis com uma taxa adicional. Com isso, a tendência é de aumento da oferta no mercado doméstico e de queda dos preços. “Se o valor cair por meio de um artifício tarifário, é natural que vejamos um desestímulo aos catadores, separadores e processadores da sucata de aço no Brasil,” afirma André de Almeida, diretor jurídico do Inesfa. Ele diz que as três categorias foram prejudicadas com a falta de demanda após a crise de 2008, buscaram clientes no exterior. “Eles devem ter o direito de vender para quem oferecer ao melhor preço,” acrescenta.
Apesar de o volume de sucata de aço exportada no Brasil ser pequeno – cerca de 2,5% da produção, principalmente para a Índia e Paquistão -, tem um efeito importante na formação de preços, já que as cotações internas tendem a ser equivalentes às externas, diz o diretor do Inesfa.
Na visão das companhias de sucata, a tarifação das exportações não estaria alinhada com a política industrial brasileira, uma vez que o governo brasileiro costuma defender justamente o oposto: incentivar exportações. “Somente se tarifa exportação quando existe um objetivo político”, diz Almeida, acrescentando que uma medida neste sentido deve gerar benefícios para as grandes empresas de siderurgia brasileiras.
Segundo o Inesfa, o IABr, que representa essas companhias, informou no início deste semestre que formalizou um pleito à secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Tatiana Prazeres, para que o governo brasileiro adote medida de reciprocidade com os países que instituíram restrições as suas exportações de sucata de aço.
Procurado, o IABr afirmou que seu porta voz não tinha disponibilidade para falar sobre o tema até o fechamento desta edição. Segundo a Câmara dos Deputados, onde será a audiência, participarão Cristina Yuan, diretora de Assuntos Institucionais e Sustentabilidade do IABr, e Tólio Edeo Ribeiro, coordenador de Indústrias Intensivas em Recursos Naturais do MDIC.
Por Olívia Alonso | De São Paulo
Valor Econômico - 06 de novembro de 2012
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